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Os mapas da MEJOR chegaram às manchetes em Portugal: o que revelou o Mapa de Suscetibilidade a Incêndios de 2026

Ocorrência histórica de incêndios em Portugal entre 2001 e 2025
Ocorrência histórica de incêndios em Portugal entre 2001 e 2025

Pela primeira vez, proprietários e municípios em Portugal podem ver como as condições de incêndio desta época diferem do panorama de longo prazo. Isto é possível graças à tecnologia LUCI da MEJOR, que cartografou o risco freguesia a freguesia nas 3.049 freguesias de Portugal continental.

Um inverno mais chuvoso do que o habitual e um início de primavera quente deixaram cerca de uma em cada três freguesias do continente com sinais elevados de vegetação e combustível para 2026, proporção que sobe para duas em cada três na popular região turística do Algarve.

A MEJOR Technologies criou o Mapa de Suscetibilidade a Incêndios de 2026 para a LandOS utilizando a tecnologia de satélite LUCI. A LandOS analisou depois os dados para determinar as suas implicações no terreno e usou a plataforma A Minha Terra para partilhar as conclusões com proprietários e com o público.

A combinação da cartografia inédita da MEJOR com a análise e a capacidade de ativação da LandOS produziu algo verdadeiramente novo: informação suficientemente prática para orientar proprietários e suficientemente relevante para captar a atenção nacional. Trinta e cinco artigos em jornais nacionais, meios especializados em floresta, órgãos regionais e publicações em língua inglesa alcançaram quase 500.000 visualizações estimadas.

Uma visão atual da paisagem de Portugal

O Mapa de Suscetibilidade a Incêndios de 2026 abrange as 3.049 freguesias de Portugal continental com uma resolução de 10 por 10 metros. A MEJOR Technologies desenvolveu o mapa para a LandOS, usando a LUCI para combinar observações recentes de satélite com informação sobre ocupação do solo, estado da vegetação, relevo, presença humana e histórico recente de incêndios. A LandOS analisou o conjunto de dados resultante e tornou as conclusões acessíveis através da plataforma A Minha Terra.

O resultado é uma camada sazonal que complementa o mapa oficial de perigosidade estrutural publicado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

A distinção é importante. A cartografia estrutural mostra a geografia duradoura do perigo de incêndio a longo prazo, enquanto o mapa sazonal revela onde as condições de vegetação e combustível em 2026 diferem desse padrão estabelecido. Em conjunto, oferecem uma visão mais completa e atual da paisagem, ajudando proprietários e municípios a concentrar os esforços de prevenção onde são mais necessários.

Esta abordagem foi apresentada a nível nacional pelo Público e pelo Observador, antes de ser divulgada por órgãos de comunicação social de todo o país.

As conclusões que mais repercutiram

A cobertura destacou como um inverno excecionalmente chuvoso e um início de primavera quente estimularam o crescimento da vegetação em áreas onde as condições sazonais parecem agora mais preocupantes do que o panorama estrutural de longo prazo, por si só, faria supor.

Cerca de uma em cada três freguesias do continente apresenta sinais elevados de vegetação e combustível para a época de 2026. No interior do Algarve, essa proporção sobe para duas em cada três freguesias. O Jornal de Notícias levou esta conclusão regional a uma audiência nacional, enquanto a Voz do Campo explorou a história mais ampla contada pelos dados.

A cobertura regional deu significado local ao mapa nacional. A Tribuna Alentejo centrou-se na vigilância acrescida no Alentejo, enquanto o Diário do Alentejo destacou Odemira, Mértola e Ourique.

O mapa conta também uma história mais matizada do que um simples aumento nacional. Em partes do interior centro de Portugal, incluindo áreas em redor de Pampilhosa da Serra, Arganil e Covilhã, a suscetibilidade sazonal é inferior à referência estrutural. Os incêndios de 2025 consumiram grande parte da vegetação disponível e a regeneração ainda não recuperou totalmente.

Estas áreas continuam estruturalmente expostas a longo prazo, mas as suas condições imediatas de combustível são diferentes em 2026. É precisamente por esse contraste que a observação atual da Terra pode ser tão valiosa: ajuda a distinguir a geografia persistente do perigo de incêndio das condições presentes nesta época.

Transformar informação em medidas práticas

O interesse dos meios de comunicação foi além do próprio mapa. Uma segunda vertente da cobertura incidiu na lista de verificação gratuita de limpeza de terrenos da A Minha Terra, que traduz informação técnica em recomendações práticas para propriedades individuais.

Os proprietários podem introduzir a localização de um terreno e receber sugestões de gestão da vegetação adaptadas a fatores como a parcela, o declive, os edifícios próximos e as condições sazonais. O processo demora menos de cinco minutos e foi concebido para ajudar as pessoas a passar da sensibilização à ação.

O Notícias de Coimbra analisou o papel da inteligência artificial no apoio aos proprietários rurais para prevenirem incêndios. A plataforma especializada Florestas aprofundou a forma como a plataforma liga informação estrutural oficial, dados recentes de satélite e gestão prática da vegetação.

Uma conversa nacional com um objetivo local

A história surgiu em todos os níveis do panorama mediático português.

Agradecemos aos jornalistas e às publicações que levaram este trabalho aos leitores de todo o Portugal. A amplitude da cobertura reflete uma necessidade comum de informação sobre incêndios que seja atual, local, compreensível e ligada à ação prática.

A inteligência de satélite pode revelar onde esta época difere do padrão de longo prazo. Uma plataforma bem concebida pode transformar essa informação em orientação para uma parcela concreta. Mas o resultado que importa é o que acontece a seguir: um proprietário que sabe onde se concentrar, um município com uma visão mais clara das condições em mudança e mais trabalho de prevenção concluído antes de um incêndio começar.

Veja como se apresenta a época de 2026 no local onde vive, trabalha ou gere terrenos. Explore o Mapa interativo de Suscetibilidade a Incêndios, pesquise a sua área e transforme uma perspetiva nacional em informação sobre a qual pode agir localmente.


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